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Contos e crônicas sobre tipos interessantes, causos e lugares conhecidos durante mais de 40 anos viajando sobre motos, barcos de pesca e botinas. Colaboram cariocas, coroas nascidos nos anos 40 e que se recusam a pendurar a mochila.
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Domingo, Fevereiro 29, 2004
PORTUGAL NA VANGUARDA AGAIN O cara é o apologista da trepada como esporte nacional em Portugal. Tem umas estórias gozadíssimas e um humor fino de tão grosso. Seu foco é a cama, mas faz variações em torno do tema de forma a torna-lo útil a críticas outras. Tudo isto aliado à gíria de Portugal, quase a "necessitaire" tradução especializada, o que só é dispensado pela universalidade do assunto. Podemos dizer fundado o Sacanês, que tem entendimento fácil entre os iniciados mas que pode assustar um pouco aos iniciantes. Se não vejamos o que nos diz o Pipi neste texto-trecho importantíssimo para a moderna filosofia de alcova: " Ontem, caí no erro de esbodegar tranca saloia virado para um espelho. Erro porque, a berlaitadas tantas, em vez de olhar para as minhas caretas, vislumbrei a minha parceira. Assustei-me e pensei: "Ó Pipi, o que é isto, pá? Então tu estás a partir esta sopeira à canzana ou ela está-te a fazer um broche?" Não, era mesmo uma canzana. Ela tinha era cara de cu. Este facto fez-me levantar uma questão e, por momentos, baixar a pichota. Porque é que eu, Pipi, teimo em tentar sacar gajas feias, gajas gordas, Odete Santos, gajas com problemas de pele, gajas com queda de cabelo? Reflecti sobre isto e cheguei à conclusão que é o resultado imediato de ser um curioso da foda. Para mim, cada cona tem o seu encanto. Um encanto único, especial. E eu quero conhecê-lo a todas. Normalmente, aferimos, à primeira vista qual a principal qualidade fodenga da gaja: se é gira, se tem boas tetas, rabo rijo, pernas elásticas para pôr atrás das orelhas, odor agradável. Ou seja, o aspecto físico da gaja é o seu encanto. Nessas não há mistério..." Neste texto o Pipi explica a sua relação com Deus, na descoberta do encanto de cada mulher estabelecido o fato de cada uma tem um dom escondido e que cabe a nós descobri-lo. Assim estabeleceu-se entre eles, uma brincadeira sutil de esconde-esconde, um a malocar as dádivas físicas e talentos e o outro a tentar descobri-las na cama mais especialmente. O "Gajo" , como Pipi o chama, chega a soprar as dicas : "O que é que o Gajo terá escondido no meio desta chincha toda? E, de repente, vejo-me a jogar ao "quente e frio" com Deus. Estou a dar por trás à feia e parece que O ouço dizer "morno, Pipi, morno". Mudo a piça de buraco e já Ele me incentiva: "a aquecer, Pipi!". Pode ser um movimento original, uma pachacha musculada, uma capacidade de sucção alienígena. Pode ser uma amplitude inaudita, uma noção de ritmo africana, uma luxação auto-infligida que cria um novo buraco para enfiar o nabo. Qualquer coisa de único..." Que me perdoem as mulheres feias que conheci, se por acaso não trouxe à luz seus melhores predicados... talvez pela sede com que fui ao pote ou simplesmente por não possuir todo o refinamento e sensibilidade de um Pipi. Não perco um e está na minha lista de favoritos para vossa aderência à nossa legião de admiradores... divirtam-se! Terça-feira, Fevereiro 24, 2004
Mexi na foto... mas o lugar existe mesmo... acredite. FEBRE EREMITA Estou grávido ainda de notícia ruim, pregado aos telefones e as caixas de correio. Uma coisa me atrai nas viagens mais longas e mais distantes que faço: é quando nos abstemos de ler, ver e ouvir notícias. Todas. Basta escolher um hotelzinho sem TV, por 2 ou 3 dias e passar batido por bancas de jornal, na verdade passar batido por cidades que recebam jornal. Só para dar um descanso para o fígado e o coração com a dieta de notícia ruim. A gente sabe que continuam pelo mundo invadindo, explodindo, executando, contraindo, contaminando, resistindo, desistindo... mas a má-nova-de-sempre não encontra o caminho até você. Dá uma purga legal na cuca. A pinguela demolida na foto não foi montagem... derrubaram mesmo! Talvez este seja parte do segredo da longevidade da vida lá em Cuchurumirim Açu na margem esquerda do Procoió de cima. Por isto mesirmanos... não odeiem de todo os nossos operadores de celular, que ainda nos deixam as sacrossantas áreas " fora de serviço" .Elas deviam ser preservadas por lei. Penso mesmo mesmo, que hajam lugares interessados em impedir que as antenas, as Rede-shopping da vida e o asfalto, cheguem até o seu sossêgo. Do outro dia perguntei se tinham GNV ( combustivel veicular ainda em começo aqui no Brasil) na aldeia e o frentista do unico posto em 100 km me respondeu : - GN o quê? Quase beijei o eremita de tão emocionado! Breve o progresso também vai acabar com esta trégua. Bem...sempre vamos poder (inevitável) ir mais longe... e derrubar as pontes... Por favor mantenham os médiuns longe de mim se eu conseguir um place sem CEP e com uma bela área de fora de serviço ... fechado? Quem vier traz os recados e conta os detalhes... OK? Se não der para chegar muito perto... joga o envelope no poço do elevador e da uma assoviada boa que eu pego antes de queimar... Domingo, Fevereiro 22, 2004
O Jipão é 1942 do Paulão...a lama é minha mesmo! É A LAMA ...É A LAMA... To aqui sentado e tentando escrever sobre minhas estradas e trilhas e não sai nada... Anota aí Mané : o pior atoleiro é ter que esperar notícia ruim. A gente afunda legal! To tentando sair...mas tá patinando horrores... Mas as coisas vão melhorar e ahe a gente volta para trilha boa. Fiquem frios... Domingo, Fevereiro 15, 2004
Foto Agimenez 12/02/04 ESTÁ LÁ... É SÓ ENXERGAR Cambada, eu sou um caipira diante dos gadgets fotográficos. Tudo que eu queria era uma camera no meu olho para dividir minhas imagens com voces. De repente estou pedindo pouco... tinha que ser no cérebro ou melhor ainda ... no coração. Até lá tenho que abusar da minha e da vossa imaginação. As imagens de momento são como esta aí... o Gandhi passeando absoluto sobre o que a humanidade ainda insiste em enxergar como progresso. O tempo passa e o cara ainda está certo... melhor suspeitar que sua verdade era absoluta né?!
Foto Agimenez 12/02/04 POU... PAGANDA Eu olhava para o céu querendo saber como ia ser o tempo e lá no topo das árvores explodiu ela... melhorando meu dia! Nem sei o que ela vende...
Foto Agimenez MISERY JONES Você já jogou na bolsa ou melhor... quantas pessoas do seu circulo jogam ou já jogaram? Se você respondeu que não, ou nenhum, você não chega a ser uma raridade estatística né? Aliás como todos nós. Todos os noticiários do mundo possuem um tópico até longo demais sobre os índices de oscilação das bolsas no mundo todo, como se isto fosse de interesse público. Apenas lhes vende supostamente a imagem de que são vistos pela (:^#) elite. Caguei montanhas para o Índice Down Jones e o fechamento da bolsa de Kuala Lumpur, mas gostaria de saber se houve um declínio na miséria humana em torno do meu planeta como fruto destas comercialidades. Acho mesmo que seria interessante termos um MISERY RATE publicado diariamente, personificando as oscilações por países, isto sim me interessa. O progresso cara... não pode ser medido pela fortuna das empresas , os preços de suas ações ou a mentira em seus balancetes. Na verdade se o leite chegasse até a fome eu torceria pela Parmalat... até lá... phoda-se o italiano. Aliás a mentira é mais extensa que isto, envolve ter a aparência de que o mundo é uma grande conta de ações. Estamos gastando muito tempo, grana e atenção nisto. Demais da conta... O que anda em baixa mesirmanos... é a vergonha humana... comprem a sua agora... antes da alta! Sábado, Fevereiro 07, 2004
O FIM DA PICADA Agora nem sei se essa é de moto ou pickup por que joguei uma em cima da outra e saí pelahi. Tem nem 2 semanas. A direção é Mury mas acabei em Lumiar. Em particular gostei do momento que me deu a louca de ir até o fim da trilha, mas fim mesmo, quando dá aquele piriri e a gente não pode nem olhar para baixo que o cu fecha. Acho que o nome do lugar era Poço do Benini ou algo assemelhado, mas quem me informou estava tão maconhado que não dá para confiar. Descarregamos a moto, uma Teneré velha de guerra, 91, farolzinho duplo e 600 cc, que dobrou a prancha em duas na descida, talvez pelo meu peso mais do que o da motocicleta. Saímos para um banho de rio e eu resolvi depois terminar a trilha o que acabei fazendo sozinho. A estradinha ficou da largura da motocicleta e no início era de barro e lajes esporádicas, mas mais a frente... põe esporádica nisso. Passa a ser vezoutra e se você não estiver atento vai pro chão. É a famosa vaca que eu não posso mais enfrentar com essa galhardia toda e muito menos se estiver sozinho na trilha. Aliás crianças, jamais entrem numa trilha sozinhos ou sem aviso de onde foram, porque sabemos de muita fratura exposta que levou tempo para ser achada e assim mesmo pela Força Aérea Alternativa (urubu). Voltando... a estradinha virou trilha, a trilha virou picada e o velho babaca firme. O esquema da hora era ver até onde dava. Ahe mesirmanos... ficou aquele sulco no chão atravessando a floresta do topo e cheio de folha seca dentro... saca? Meio roleta, porque qualquer depressão ou buraco, está niveladinho de folha então ou você usa raio X ou diminui o gás. Bão bão mesmo... ficou quando a floresta dá um tempo para a encosta e fica aquele risquinho marcado de passagem de vaca em precipício, que deixa apenas um lugar para por o pé no chão e se voce escolher o lado errado... bem... melhor levar um sanduíche pra não morrer de fome durante a queda. Nesta altura do campeonato a frase na orelha era só "... que porra que eu vim fazer aqui...", mas estimulado pela total falta de espaço para retornar ...segui em frente... e pra cima. Dei uns dois escorregões tipo de-doença-você-não-morre, mas meu anjo na garupa pôs o pé no lado certo. Cheguei lá no cocuruto e tinha uma casa semi demolida com um platozinho que dava para manobrar. Para minha surpresa saiu gente da casa fechada, que eu acordei com o ronco da Teneré. Eram uns 4 caras de seus 17 / 20 anos com aqueles olhos de groselha e fumaça saindo dos ouvidos. Conversamos um pouco (com os que ainda falavam...) pra saber quem nós éramos e eles devem ter agora na memória (a que lhes resta)... a informação de que foram visitados por Papai Noel numa moto Trail. - Porra bicho, que duende que nada... eu vi... juro por Santa Maria Juana... era Papai Noel bro... juro! Depois eu soube que era uma pousada abandonada e que os meninos vão para lá, atraídos pela paz local e pelo preço da diária. Agora será por razões místico-natalinas com certeza. Afinal uma aparição destas deve lhes parecer mais lógica que um velho doido ter resolvido subir de moto até a sua montanha... de cara limpa e a troco de adrena. Perguntei como é que eles faziam para resolver o problema de ir à cidade (longe pracarai) e eles me explicaram na melhor lógica alcalóide: - A gente não vai! - De vez em quando um rola lá pra baixo e se dá tempo... a gente grita: ... se der pra andar, bro... traz um pão na volta! Legal esse povo de Lumiar né?! Gente simples...
BOCAINA II ...O RESGATE FAZENDA SÃO FRANCISCO Se você optar por hospedar-se nesta fazenda, irá literalmente voltar no tempo, ver a porta ser aberta por uma chave fundida por escravos, conversar em torno de uma mesa do século XVI e dormir em camas do século XVII. A Fazenda São Francisco, datada de 1813 é a mais antiga da região e respira história dos seus porões aos seu salões. A recepção é feita pelos proprietários da fazenda, o casal Walton e Eliana Ferreira Leite que nos abriga adotando a filosofia do turismo de residência ou home stay - sistema pela qual os proprietários recebem um pequeno grupo. Neste sistema, o esquema tradicional dos hotéis-fazenda são abolidos e você passa a fazer parte da família, consequentemente da fazenda e da história. PASSEANDO DE CARRO PELA BOCAINA É proibida a entrada de veículos dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina, no entanto se você hospedar-se na Pousada dos Veados, esta irá lhe fornecer uma autorização de acesso. Outra opção para conhecer esta pousada e consequentemente o Parque, é entrar em contato com a Pousada dos Veados e marcar um almoço por lá. A comida e o passeio são deliciosos, no entanto é preciso sair bem cedo e estar preparado para retornar somente a noite. Neste caso recomendamos que você faça o passeio de nossa planilha em outro dia. Pontos-Chave Serra da Bocaina, São José do Barreiro e Cunha.Destaques O Parque Nacional da Serra da Bocaina situa-se entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, estendendo-se do litoral até o alto da Serra do Mar, intercalando cenários montanhosos com praia litorânea e costões rochosos. Localizado entre os maciços da Serra do Mar e da Mantiqueira, mescla altas temperaturas à beira mar e baixas temperaturas nas montanhas. É uma rica vitrine com quase todos os ecossistemas que formam o riquíssimo bioma da mata atlântica e abriga várias espécies animais. Macaco-prego, bugio, sagüis, antas, veados, ouriços, preguiças e até mesmo raras onças pintadas habitam a região. A cachoeira de Santo Isidro, Cachoeirinha, Paredão e Posses merecem uma visita. Para os mais dispostos a caminhadas e aventuras, a cachoeira dos Veados é um excelente pedido. Dificuldades do Percurso No parque é proibida a entrada de veículos. Soluções Sugeridas A menos que estes tenham autorização prévia do IBAMA (Fone: 12 577.1225). Onde Ficar Em São José do Barreiro: Fazenda São Francisco: Hotel Fazenda, cujo proprietário, um médico, recepciona os hóspedes pessoalmente. Uma hospedagem muito agradável e surpreendente. (21) 286.9763 / 286.1736 Em São José do Barreiro: Pousada Vale dos Veados: dentro da Parque Nacional, acesso somente para carro com tração nas quatro rodas ou pick.ups. Para os que não dispõe destes carros a pousada oferece transporte.(12) 577.1102 Em Cunha: Pousada Terra Viva: Chalés na serra. (12) 571.1849 Pousada Samana: fazenda com cavalos, lago e curral. (11) 7891.8084. Indispensável Na altura do km 26.7 de nossa planilha você irá encontrar a fazenda do Lajeado (uma fazenda histórica que em 1927 recebeu o primeiro automóvel a subir a Serra da Bocaina). Esta fazenda pode ser usada como apoio em seu roteiro. Ao parar na fazenda peça para ver a "mesa" e procure por datas e nomes de viajantes que passaram por ali, dentre eles o de Marechal Floriano. Recomendável Continuando pela planilha, dê uma parada no km 30.3 desta, e veja as ruínas de uma antiga residência de veraneio, que após pronta e decorada com os mais ricos requintes importados, foi abandonada, pois não ficou do agrado da esposa de seu proprietário. Dicas e opiniões sobre o local Comentários Estive na região em maio 2001 c/ uma Land Rover Defender 90; a estrada p/ o parque é muito ruim e apenas veículos c/ tração traseira (fusca,brasilia,variant,...) ou pick-ups ou 4x4 é que são o recomendável p/ a região (tanto em S.J.Barreiro como em Bananal - região de Chez Bruna e Pousada da Onça). Demais veículos podem ir mas correm o risco de sérios danos...Fora isso é muito bonita a região. Vale a pena conhecer. Colaboração e divulgação do pessoal do Clube dos Picapeiros Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004
SERRA DA BOCAINA Pelos caminhos da história e das aventuras again. Fiz esta rota recentemente, mas como não dispunhamos de tempo, ficou aquele gostinho de "temos que voltar lá", o que provavelmente será em cima de uma motocicleta... ou de repente encaçambamos a TENEREZONA e vamos com tudo em cima. Estou arrebanhando prosélitos para esta, não sei quando ainda, mas tem que ser num sábado. Estou na escuta... e a turma de Sampa também não tem desculpa... a porra toda fica no meio do caminho ué... antãoces? Anima ahê... Pedro Lima: acorda sô... Armando G ######################################################### A palavra Bocaina significa "caminhos para o alto" e serão esses os caminhos percorridos da cidade São José do Barreiro até Cunha, ambas no estado de São Paulo. São caminhos de terra pelos quais em determinados trechos a velocidade do carro, será de 10 km por hora, e trechos de velocidades bem superiores. É um roteiro por serras, passando por cidades esquecidas pelo tempo. SERRA DA BOCAINA. O Parque Nacional da Serra da Bocaina situa-se entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, extendendo-se do litoral até o alto da Serra do Mar, intercalando cenários montanhosos com praia litorânea e costões rochosos. Localizado entre os maciços da Serra do Mar e da Mantiqueira, mescla altas temperaturas à beira mar e baixas temperaturas nas montanhas. É uma rica vitrine com quase todos os ecossistemas que formam o riquíssimo bioma da mata atlântica e abriga várias espécies animais. Macaco-prego, bugio, sagüis, antas, veados, ouriços, preguiças e até mesmo raras onças pintadas habitam a região. A cachoeira de Santo Isidro, Cachoeirinha, Paredão e Posses merecem uma visita. Para os mais dispostos a caminhadas e aventuras, a cachoeira dos Veados é um excelente pedido. SÃO JOSÉ DO BARREIRO Por esta região passavam os antigos caminhos indígenas que ligavam a serra ao litoral e que foram aproveitados por tropeiros, isso por volta do século XVII. Esses tropeiros fizeram destes caminhos, suas rotas de comércio sendo que uma destas travessias de rio transformou-se em um grande atoleiro, que com o passar do tempo passou a ser conhecido como Barreiro. Em 1820 foi erguida no local uma capela dedicada a São José, e o então arraial passou a ser chamado de São José do Barreiro; hoje, esta pequena e acolhedora cidade, localizada aos pés da Serra da Bocaina nos encanta com sua graça e simplicidade. Ela será o ponto de partida para o nosso roteiro.Mas antes vamos lembrar que São José do Barreiro é também uma cidade rica em história, e pródiga em belezas naturais, pois conta com um rico patrimônio histórico, diversas fazendas da época do café, cachoeiras, a represa do funil, grutas e é a porta de entrada para a Serra da Bocaina por onde iremos passar em nosso roteiro que irá partir do centro de São José do Barreiro. A ROTA (Blurrrp! Corta o sôro... que o porco deu sinal de vida!) Estando nesta cidade, siga até a Praça Coronel Cunha Lara e zere seu odômetro bem em frente à MW Trekking. Siga a planilha e alguns metros adiante você já estará na SP 221 (neste ponto você já estará rodando por terra). Se estiver fazendo seu passeio nas primeiras horas da manhã, observe as nuvens "abaixo" de você. Na altura do km 26.7 de nossa planilha você irá encontrar a fazenda do Lajeado (uma fazenda histórica que em 1927 recebeu o primeiro automóvel a subir a Serra da Bocaina). Esta fazenda pode ser usada como apoio em seu roteiro. Ao parar na fazenda peça para ver a "mesa" e procure por datas e nomes de viajantes que passaram por ali, dentre eles o de Marechal Floriano. Já altura do km 27.4 você deverá virar a direita, mas se quiser conhecer o Parque Nacional da Serra da Bocaina, você deverá seguir a esquerda por aproximadamente 4 km. No parque é proibida a entrada de veículos, a menos que estes tenham autorização prévia do IBAMA (Fone: -12-577.1225).Continuando pela planilha, dê uma parada no km 30.3 desta, e veja as ruínas de uma antiga residência de veraneio, que após pronta e decorada com os mais ricos requintes importados, foi abandonada, pois não ficou do agrado da esposa de seu proprietário. Siga então o roteiro até a pequena Vila dos Macacos, prestando atenção as cachoeiras e paisagens que irão surgir durante o percurso. Desta vila, siga sentido Campos Novos, no caminho existe outra cachoeira boa para um refrescante banho. Chegando em Campos Novos você irá pegar a rodovia vicinal Ignácio Bebiano dos Reis e seguir até Cunha. Este trecho é todo asfaltado. Ao entrar no perímetro urbano você estará chegando ao final de nossa planilha.Na cidade de Cunha, uma simpática estância climática também rica em história, percorra a cidade visitando seu casario histórico e suas igrejas. A Igreja do Rosário de 1793 e a igreja Imaculada Conceição de 1731 são as principais. A cerâmica artesanal de Cunha utiliza uma interessante técnica japonesa e também merece destaque. O Parque Estadual da Serra do Mar, núcleo Cunha/Indaiá, e a Pedra da Macela, que, em dias claros nos dá vista para as baías de Paraty e Ilha Grande são outras atrações desta bonita região. Em breve completaremos estas dicas (Bocaina II O Resgate...) com as planilhas de quem fez a trilha e outras informações que trouxemos do pessoal do Clube dos Picapeiros do qual agora também fazemos parte, afinal temos tanto tempo sobrando... Boas trilhas cambada Domingo, Fevereiro 01, 2004
TAPIRAÍ CITY Entramos na cidade às 21:00 horas de terça ultima , ou seja , de madrugada para os padrões locais. É daquelas pequeninas que o cartaz de "Volte Sempre"está ali dois passos depois do bem-vindo. Se suas pastilhas de freio não forem novas infalivelmente você cruza a avenida de fora a fora. O que a cidade tem de pequena o povo tem de grande em simpatia e hospitalidade. Sabem receber como ninguém o que faz do turismo sua vocação natural, ainda que inexplorada. Basta falar que o restaurante foi reaberto para nos atender, jantamos e conversamos como se estivéssemos em casa. O CHEIRO VERDE é famoso entre os locais e entre quem vem de longe porque sabe das coisas. Seu tour de force é a galinha no gengibre que como o Roberto nos conta, já nasceu tradicional. Chegou por lá em 2002 uma tribo de motos de Sampa capitaneada pelo Garcia, hoje um dos dirigentes da Harley em SP. Aparentemente estavam indo para o litoral via montanhas como manda a Lógica Estradeira da turma. O Oriente pelo Ocidente, se era bom pro Vasco da Gama porque não para nós?! Assumida a lusa lógica, pararam em Tapiraí, mortos de fome e a pergunta foi a mesma que eu fiz no CHEIRO : o que é o prato típico de Tapiraí Seu Roberto? Nesta terça 27 de Janeiro a resposta foi pronta e na lata : galinha no gengibre com farofa de banana! Mas, no dia do Garcia O Pioneiro... a resposta foi assim conforme o relato e confissão do Roberto. - Bem...er...(ganhando tempo e enrolando)... é a nossa famosa... (caraca ! agora tem que ser no feminino)...galinha (a única coisa feminina na dispensa além da alface)... no (e olhou para a patroa que soprou a dica)... no... no... gengibre... acompanha (por ter achado pouco) uma farofa de banana! Convenceu... e D. Sandra se esmerou na galinha "típica e tradicional" de uma tal maneira, que hoje cada boteco está obrigado a servir o petisco na região, que agora finalmente é tradicional. Inclusive o gengibre da região é considerado um dos melhores no planeta. Ainda não provei todas, mas a opinião geral dos anfitriões ( o Paulão e a turma da Supply que abriram o restaurante no prestigio às 9 da madrugada) parece que o CHEIRO VERDE é de fato a Meca da galinha no gengibre. É de comer ajoelhado! Nota 10 também para a hotelaria de pousadas, que começa a ficar esperta. Nesta época as águas são frescas e abundantes e a floresta está coberta de quaresmeiras carregadas de flores. Mesmo com a chuva o lugar é lindo e vale a pena conferir. Amanhã mando a dica da rota e dos points. A receita mesirmanos... desistam ... é segredo de estado! Não tenho o endereço nem o telefone da galinha... tem que ir lá conferir... |